Saltar para o conteúdo

PSP deteve 38 pessoas por furto em residências no primeiro semestre de 2026

Polícia explica sistema de segurança doméstica a casal numa sala com maquete e dispositivos tecnológicos.
Neste artigo
  1. Furtos em residências descem 9% no primeiro semestre
  2. Grupos criminosos organizados e itinerantes
  3. Prevenção e investigação da PSP
  4. Medidas preventivas

Furtos em residências descem 9% no primeiro semestre

No primeiro semestre de 2026, a PSP deteve 38 pessoas por furtos no interior de residências. De acordo com os dados da força de segurança, este tipo de criminalidade recuou 9% face aos primeiros seis meses de 2025. A Polícia de Segurança Pública chama, contudo, a atenção para a atuação de grupos organizados e itinerantes dedicados a estes furtos.

No total, foram contabilizados 2303 crimes de furto em residência, menos 228 do que no primeiro semestre do ano anterior. A maior parte das ocorrências, 1471, correspondeu a furtos cometidos através de arrombamento, escalamento ou utilização de chaves falsas. Os outros 832 crimes foram praticados por métodos diferentes. Durante este período de seis meses, a PSP realizou 38 detenções, menos cinco do que em igual período do ano passado.

Embora a diminuição se venha a consolidar desde 2022, a PSP sublinha que o furto no interior de residência continua a ser "uma prioridade para efeitos de prevenção e investigação, pelos mais diversos motivos, entre os quais o impacto que tem no sentimento de segurança dos cidadãos".

"Trata-se de um fenómeno que, para além de lesar o património, origina no proprietário/usufrutuário um sentimento de violação da sua privacidade, sendo também especialmente censurável para a maioria dos sistemas jurídicos, nos quais se inclui o português", explica a PSP num comunicado.

Grupos criminosos organizados e itinerantes

A PSP recorre à "Avaliação da Ameaça da Criminalidade Grave e Organizada (SOCTA) 2025", elaborada pela EUROPOL, para salientar que, neste tipo de crimes, "a principal ameaça" resulta de "grupos organizados e itinerantes" que "viajam de região para região e de país para país, com o objetivo de perpetrar este tipo de crimes, visando moradias e apartamentos (independentemente da tipologia), geralmente mantendo os mesmos métodos de introdução nas habitações".

Prevenção e investigação da PSP

O "acompanhamento contínuo e ininterrupto" destes fenómenos, em conjunto com a cooperação policial internacional, tem possibilitado a aquisição e a consolidação de conhecimento sobre os principais modos de atuação e as características destes grupos. Segundo a PSP, esta informação permite-lhe "tomar decisões informadas, não só ao nível da prevenção criminal, mas também na repressão e investigação criminal".

Medidas preventivas

No âmbito da prevenção, a PSP recomenda:

  • Fechar e trancar corretamente a porta da habitação sempre que sair de casa;
  • Confirmar, ao abandonar o prédio, que a porta de acesso ao edifício fica devidamente fechada;
  • Verificar também as portas ou os portões de acesso às garagens dos condomínios, garantindo que permanecem fechados, sobretudo quando se tratam de acessos exteriores;
  • Deixar alguma roupa estendida ou utilizar iluminação de presença, de forma a criar a perceção de que poderá estar alguém dentro da residência;
  • Evitar divulgar nas redes sociais as rotinas diárias e os períodos em que estará ausente de casa;
  • Não guardar grandes quantias de dinheiro em casa e manter as joias em cofres;
  • Registar informações sobre pessoas ou veículos suspeitos detetados na rua e transmiti-las à PSP; e
  • Informar a Polícia sobre qualquer situação suspeita junto da sua residência ou da casa dos vizinhos, contribuindo para uma segurança maior e mais eficaz.

A PSP apela igualmente à denúncia de todos os crimes de que se tenha conhecimento, seja enquanto vítima ou testemunha. A força de segurança recorda que, quanto mais rapidamente for feita a participação, mais cedo poderão ser realizadas diligências para identificar o(s) autor(es) do(s) crime(s).

Últimos artigos

João Miguel Ferreira da Costa

João Miguel Ferreira da Costa é técnico de desenvolvimento local e investigador dedicado ao património, à história e à dinamização comunitária de Vila Boa do Bispo. Com experiência em administração autárquica e projectos culturais, interessa-se pela valorização do território, pelas tradições locais e pela participação cívica da população.

Comentários

Ainda não há comentários. Seja o primeiro!

Deixar um comentário