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Judit Polgar recusa presidência da Hungria após convite de Peter Magyar

Mulher a jogar xadrez sentada junto a uma janela com vista para um edifício histórico em fundo desfocado.
Neste artigo
  1. Judit Polgar recusa convite para a presidência da Hungria
  2. Emenda constitucional deixa presidência da República vaga
  3. Confronto entre Tisza e Fidesz intensifica-se

Judit Polgar recusa convite para a presidência da Hungria

A antiga número 1 mundial de xadrez, Judit Polgar, rejeitou esta segunda-feira o convite do primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar, para assumir a presidência da Hungria. O cargo ficou por preencher depois de ter sido aprovada, na semana passada, uma emenda constitucional.

"Não me sinto capaz de assumir a responsabilidade histórica de unir uma nação dividida e, por isso, não posso aceitar este convite", escreveu Polgar nas redes sociais.

Apontada por muitos como a melhor jogadora de xadrez de todos os tempos, Polgar explicou a recusa pela responsabilidade associada à função, num momento de intensa polarização política na Hungria.

Emenda constitucional deixa presidência da República vaga

O convite foi feito na sequência de uma alteração à Constituição, aprovada pelo parlamento húngaro, que deixou vago o posto de presidente da República. Perante esta situação, o primeiro-ministro procurou uma personalidade com amplo reconhecimento público para desempenhar o cargo.

Perante a eventual nomeação de Polgar, o Fidesz, atualmente na oposição, colocou hoje em causa a legalidade do procedimento.

"O problema da candidatura de Judit Polgar não é o percurso, conhecimento ou formação, mas sim o facto de a eleição ser inválida à luz do direito público. Consequentemente, as decisões seriam nulas e sem efeito, podendo ser revogadas a qualquer momento", declarou o deputado da oposição Balázs Orbán - um conselheiro do ex-primeiro-ministro ultranacionalista Viktor Orbán.

Confronto entre Tisza e Fidesz intensifica-se

O atual cenário político húngaro representa o ponto mais alto do embate entre o Tisza, partido de Magyar que obteve uma maioria parlamentar de dois terços nas eleições de abril, e o Fidesz.

O presidente cessante, Tamás Sulyok, assinou no sábado a emenda constitucional que determinou o termo do seu próprio mandato. Sulyok era considerado um aliado próximo de Viktor Orbán.

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João Miguel Ferreira da Costa

João Miguel Ferreira da Costa é técnico de desenvolvimento local e investigador dedicado ao património, à história e à dinamização comunitária de Vila Boa do Bispo. Com experiência em administração autárquica e projectos culturais, interessa-se pela valorização do território, pelas tradições locais e pela participação cívica da população.

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