Judit Polgar recusa convite para a presidência da Hungria
A antiga número 1 mundial de xadrez, Judit Polgar, rejeitou esta segunda-feira o convite do primeiro-ministro húngaro, Peter Magyar, para assumir a presidência da Hungria. O cargo ficou por preencher depois de ter sido aprovada, na semana passada, uma emenda constitucional.
"Não me sinto capaz de assumir a responsabilidade histórica de unir uma nação dividida e, por isso, não posso aceitar este convite", escreveu Polgar nas redes sociais.
Apontada por muitos como a melhor jogadora de xadrez de todos os tempos, Polgar explicou a recusa pela responsabilidade associada à função, num momento de intensa polarização política na Hungria.
Emenda constitucional deixa presidência da República vaga
O convite foi feito na sequência de uma alteração à Constituição, aprovada pelo parlamento húngaro, que deixou vago o posto de presidente da República. Perante esta situação, o primeiro-ministro procurou uma personalidade com amplo reconhecimento público para desempenhar o cargo.
Perante a eventual nomeação de Polgar, o Fidesz, atualmente na oposição, colocou hoje em causa a legalidade do procedimento.
"O problema da candidatura de Judit Polgar não é o percurso, conhecimento ou formação, mas sim o facto de a eleição ser inválida à luz do direito público. Consequentemente, as decisões seriam nulas e sem efeito, podendo ser revogadas a qualquer momento", declarou o deputado da oposição Balázs Orbán - um conselheiro do ex-primeiro-ministro ultranacionalista Viktor Orbán.
Confronto entre Tisza e Fidesz intensifica-se
O atual cenário político húngaro representa o ponto mais alto do embate entre o Tisza, partido de Magyar que obteve uma maioria parlamentar de dois terços nas eleições de abril, e o Fidesz.
O presidente cessante, Tamás Sulyok, assinou no sábado a emenda constitucional que determinou o termo do seu próprio mandato. Sulyok era considerado um aliado próximo de Viktor Orbán.






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