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Trump ameaça Irão após mortes de soldados norte-americanos e defende Netanyahu

Mãos atrás de um pódio com bandeira dos EUA e placa militar, com três ecrãs ao fundo mostrando soldados, uma figura masculina

Trump ameaça o Irão após mortes de soldados norte-americanos

O presidente dos Estados Unidos ameaçou, esta segunda-feira, fazer o Irão pagar por cada militar norte-americano morto, depois de ataques iranianos no Médio Oriente terem causado vítimas entre as tropas dos EUA nos últimos dias.

"Sempre que o Irão matar um soldado norte-americano, pagará o preço várias vezes", escreveu Donald Trump na sua rede social Truth Social. O presidente afirmou ter dado esta orientação aos responsáveis militares, incluindo o secretário da Defesa, Pete Hegseth, o chefe do Estado-Maior Conjunto, Daniel Caine, e toda a hierarquia militar norte-americana.

Dois militares dos Estados Unidos morreram durante o fim de semana, na sequência de um ataque iraniano contra uma base militar na Jordânia. Um terceiro soldado morreu no Iraque quando explodiu um engenho explosivo iraniano.

Tratam-se das primeiras mortes de militares norte-americanos desde o colapso do cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irão, ocorrido há quase duas semanas.

Pelo menos 17 militares norte-americanos morreram desde 28 de fevereiro, data em que os Estados Unidos e Israel iniciaram uma ofensiva contra o Irão. Teerão respondeu com ataques a bases norte-americanas no Médio Oriente.

Trump garante que Netanyahu não será detido nos Estados Unidos

Numa outra publicação na mesma rede social, o líder republicano assegurou que o primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, não será detido em território norte-americano. A declaração surge dois dias depois de Zohran Mamdani, presidente da Câmara de Nova Iorque, ter admitido essa hipótese.

"Benjamin Netanyahu não será detido, sob qualquer forma que seja, enquanto se encontrar nos Estados Unidos", escreveu Trump, que elogiou igualmente o papel do dirigente israelita na guerra contra o Irão.

Numa entrevista divulgada no sábado pelo New York Times, o democrata Zohran Mamdani disse estar a analisar a possibilidade legal de deter o primeiro-ministro israelita durante a Assembleia-Geral da ONU, em setembro. Na sua opinião, Netanyahu "tem o seu lugar em Haia".

Ainda assim, Mamdani reconheceu não saber se dispõe de competência para prender um líder estrangeiro como Benjamin Netanyahu. Acrescentou que mantém "discussões ativas" com as autoridades de Nova Iorque sobre esta questão.

"O que quer que a lei me permita fazer em Nova Iorque é o que faremos", acrescentou.

Benjamin Netanyahu, por seu lado, acusou Zohran Mamdani de apoiar o movimento islamista palestiniano Hamas, afirmando: "Penso que, no fundo, ele odeia os Estados Unidos".

O TPI, com sede em Haia, emitiu mandados de detenção contra Benjamin Netanyahu por crimes de guerra e crimes contra a humanidade na Faixa de Gaza. Estes processos estão relacionados com a ofensiva israelita lançada em resposta ao ataque do Hamas de 07 de outubro de 2023.

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João Miguel Ferreira da Costa

João Miguel Ferreira da Costa é técnico de desenvolvimento local e investigador dedicado ao património, à história e à dinamização comunitária de Vila Boa do Bispo. Com experiência em administração autárquica e projectos culturais, interessa-se pela valorização do território, pelas tradições locais e pela participação cívica da população.

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