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Ourém aprova taxa turística de dois euros por dormida em Fátima

Pessoa a segurar bloco com 2€ num balcão com moedas, chave antiga e mapa numa sala iluminada.

Taxa turística de dois euros aprovada em Ourém

O Município de Ourém aprovou, na segunda-feira, a criação de uma taxa turística de dois euros por cada noite de alojamento. Estão isentos os menores de 12 anos e as pessoas com grau de incapacidade igual ou superior a 60%.

A autarquia prevê arrecadar entre 700 e 800 mil euros por ano com esta medida, apoiada na procura turística de Fátima, que registou aproximadamente 1,2 milhões de dormidas no ano passado.

Receita destinada ao turismo de Fátima e do concelho

A medida já tinha recebido aprovação municipal em 2019, mas acabou por não avançar devido à contestação gerada, em particular por parte dos hoteleiros de Fátima. O presidente da Câmara Municipal, Luís Albuquerque, considera que a posição evoluiu e assegura que, actualmente, a taxa "é aceite".

De acordo com o autarca, "todos reconhecem" que a actividade turística, especialmente em Fátima - onde "por cada habitante, há 500 visitantes" -, representa um "grande desgaste nas infraestruturas municipais".

"Entendemos que as pessoas que vêm a Fátima devem também contribuir com um valor pequeno para nos ajudar a melhorar as condições de oferta de produtos turísticos no concelho, para que possam ficar mais tempo", alega Luís Albuquerque.

No final da reunião de câmara em que a proposta foi aprovada, o presidente explicou aos jornalistas que os montantes cobrados através da taxa turística serão aplicados "exclusivamente em investimentos ligados ao turismo". A deliberação contou com o voto contra do vereador do PS e com a abstenção do eleito do Chega.

Entre as intervenções previstas estão a requalificação da capela de São Sebastião, a instalação de um acesso mecânico ao Castelo de Ourém e, a médio prazo, a construção de um centro de congressos em Fátima.

A taxa turística começa a vigorar no próximo ano.

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João Miguel Ferreira da Costa

João Miguel Ferreira da Costa é técnico de desenvolvimento local e investigador dedicado ao património, à história e à dinamização comunitária de Vila Boa do Bispo. Com experiência em administração autárquica e projectos culturais, interessa-se pela valorização do território, pelas tradições locais e pela participação cívica da população.

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