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Governo brasileiro bloqueia 11,74 mil sites de apostas

Homem sentado à mesa a usar laptop com tradução online aberta, telemóvel e documentos à sua frente.

Bloqueio de plataformas de apostas no Brasil

Desde 25 de setembro, data em que este tipo de jogo foi proibido no Brasil, o Governo brasileiro já bloqueou 11,74 mil sites de plataformas de apostas. A informação foi avançada na terça-feira pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.

A declaração foi feita no dia em que os sites e aplicações de "bets" deixaram de estar acessíveis no Brasil, cumprindo o calendário definido pela Medida Provisória promulgada pelo presidente brasileiro, Lula da Silva, nove dias antes da primeira volta das eleições.

Em conferência de imprensa, em Brasília, Durigan afirmou: "Foi o primeiro dia em que a gente não tem autorização nenhuma para as bets operarem no país. Então, hoje [terça-feira] não tem nenhum site legalmente autorizado a operar no país".

O ministro acrescentou: "Os 188 sites e endereços que tinham sido anteriormente habilitados estão fora do ar e nós seguimos fazendo o combate aos sites ilegais".

Saldos retidos nas bets

Segundo Dario Durigan, foi detectada uma circulação de até 650 milhões de reais por dia, cerca de 116,12 milhões de euros, montante que agora é praticamente nulo.

"Dinheiro da economia real que passa a ficar com as famílias, esse é um ganho", salientou. O ministro explicou também que as "bets" têm até quarta-feira para comunicar aos bancos os saldos individuais de cada apostador, para que o dinheiro seja devolvido às pessoas.

Durigan referiu ainda que aproximadamente 1% dos apostadores - cerca de 200 mil pessoas - detém 80% do saldo que permanece retido nas plataformas de apostas.

De acordo com o ministro, cerca de 1,325 mil milhão de reais, cerca de 236,7 milhões de euros, pertencentes aos apostadores continuam depositados nas contas das bets.

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João Miguel Ferreira da Costa

João Miguel Ferreira da Costa é técnico de desenvolvimento local e investigador dedicado ao património, à história e à dinamização comunitária de Vila Boa do Bispo. Com experiência em administração autárquica e projectos culturais, interessa-se pela valorização do território, pelas tradições locais e pela participação cívica da população.

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