Porta-aviões Shandong entra em doca seca em Yulin
Segundo informações divulgadas nas últimas horas, com base em imagens de satélite e vários relatos, o porta-aviões Shandong (CV-17), da Marinha do Exército Popular de Libertação (PLAN), terá entrado numa doca seca da base naval de Yulin, na ilha de Hainan, para trabalhos de reparação e manutenção. Seria a primeira utilização desta nova infraestrutura por um porta-aviões, assinalando um marco importante para as capacidades de apoio logístico e sustentação da PLAN.
Os relatos indicam que o Shandong foi observado no interior de uma grande doca seca, aparentemente construída entre 2017 e 2022, com cerca de 375 metros de comprimento e 78 metros de largura. Até agora, a instalação terá servido para a manutenção de grandes navios de combate de superfície da Marinha e da Guarda Costeira chinesas, mas nunca tinha sido utilizada por porta-aviões, o que reforça a importância deste desenvolvimento.
Infraestruturas de apoio da Marinha chinesa
Para os analistas, a utilização da nova doca seca evidencia o esforço da Marinha chinesa para alargar as infraestruturas de apoio a grandes unidades de superfície. Até aqui, este tipo de trabalho concentrava-se sobretudo em estaleiros no norte do país, como os de Dalian. A utilização da base de Yulin representa, assim, um passo significativo para descentralizar a manutenção de porta-aviões e reforçar a presença naval no mar do Sul da China.
Operações continuadas do porta-aviões Shandong
Antes de entrar na doca seca, o CV-17 manteve uma atividade operacional intensa ao longo de 2025, participando em exercícios de grande escala com os seus navios de escolta e a ala aérea embarcada. As manobras incluíram treino de aviação naval, durante o qual terão sido realizadas pelo menos 10 000 operações de voo, integração com contratorpedeiros e fragatas e destacamentos para zonas de elevada sensibilidade estratégica. Essa atividade terá aumentado a necessidade de inspeções técnicas e tarefas de manutenção.
Importa recordar que o Shandong entrou oficialmente ao serviço em dezembro de 2019, tornando-se o primeiro porta-aviões inteiramente construído na China e a segunda unidade deste tipo a integrar o serviço ativo da PLAN, depois do Liaoning (CV-16).
Após vários anos dedicados a testes e treino, o Shandong realizou, em 2023, o seu primeiro destacamento operacional no Pacífico ocidental. Esse passo foi essencial para validar a sua capacidade de atuar para além das águas próximas da China continental. O destacamento incluiu operações da ala aérea e navegação em zonas estratégicas, preparando o papel que o navio viria a assumir nos exercícios e destacamentos de maior escala registados em 2024 e 2025.
Este desenvolvimento surge numa altura em que a Marinha chinesa continua a expandir e modernizar a sua frota de porta-aviões. O Fujian (CV-18) prossegue o avanço das suas operações, testando sistemas após a entrada ao serviço. A conjugação de novas unidades, infraestruturas de apoio reforçadas e ciclos de manutenção cada vez mais sofisticados reforça a indicação de que Pequim procura consolidar uma capacidade de aviação naval sustentada e de longo alcance.






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