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Christa Pike acorda seis dias após duas injeções letais falhadas

Mulher deitada em cama hospitalar com soro e olhar pensativo numa sala iluminada por janela.
Neste artigo
  1. Christa Pike recupera a consciência após injeções letais falhadas
  2. Estado de saúde após a execução falhada
  3. A condenação de Christa Pike e a investigação

Christa Pike recupera a consciência após injeções letais falhadas

Christa Pike, a norte-americana que sobreviveu a duas injeções letais, acordou esta semana, seis dias depois da tentativa dupla de execução. Embora já consiga falar, apresenta sequelas num braço, pneumonia e dificuldade em engolir.

Na segunda-feira, 5 de outubro, acreditava-se que Pike estaria em morte cerebral e que poderia vir a ser desligada do suporte de vida. Porém, na terça-feira, dia 6, a condenada à morte, de 50 anos, saiu do coma após as duas injeções letais fracassadas administradas na sequência da ordem de execução.

"Onde estou?" e "Quem são vocês?" foram as primeiras questões colocadas pela mulher quando voltou a estar consciente, segundo o advogado Randy Spivey. "Para surpresa de todos - incluindo eu, a equipa legal e a médica - Christa despertou e começou a falar", disse o representante aos meios de comunicação social.

Numa conferência de imprensa realizada a 7 de outubro, o advogado declarou que Pike estava "zangada e confusa com tudo neste momento...". "Percebe bem o que lhe fizeram, até certo ponto", esclareceu.

Estado de saúde após a execução falhada

Um anestesista contratado pela defesa indicou que Pike já não necessita de assistência para respirar e que poderá não se recordar da execução com duas doses de pentobarbital, à qual foi submetida em 30 de setembro, numa prisão do Tennessee. Ainda assim, o seu estado mantém-se grave: tem um coágulo sanguíneo num braço, pneumonia e dificuldades em engolir.

A condenação de Christa Pike e a investigação

Recorde-se que a norte-americana foi condenada à morte em 1996 pelo rapto, tortura e homicídio da colega Colleen Slemmer, de 19 anos. Foi-lhe aplicada a pena capital, tornando-se na mulher mais jovem a receber essa sentença na era moderna e na primeira desde 1819.

As injeções letais mal sucedidas motivaram uma investigação ao procedimento e levaram à suspensão das execuções naquele estado até ao final deste ano. Frank Strada, diretor do sistema prisional, apresentou a demissão, enquanto o tribunal determinou a preservação de todas as provas relacionadas com esta execução falhada. O caso voltou também a colocar a pena de morte nos Estados Unidos da América no centro do debate. Quanto a Christa Pike, os seus advogados pedem que a pena de morte seja comutada para prisão perpétua.

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João Miguel Ferreira da Costa

João Miguel Ferreira da Costa é técnico de desenvolvimento local e investigador dedicado ao património, à história e à dinamização comunitária de Vila Boa do Bispo. Com experiência em administração autárquica e projectos culturais, interessa-se pela valorização do território, pelas tradições locais e pela participação cívica da população.

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