Marco Rubio, secretário de Estado dos Estados Unidos, declarou esta quinta-feira, no Palácio das Necessidades, em Lisboa: "Queremos vender o F-35 e pensamos que é o melhor avião do mundo." As declarações surgem quando Portugal se prepara para escolher o novo caça destinado a substituir os F-16 da Força Aérea.
O governante norte-americano assegurou que Washington quer apresentar a Portugal uma proposta competitiva para o F-35, embora tenha sublinhado que a decisão pertence às autoridades portuguesas. "Só queremos uma oportunidade" para expor os motivos pelos quais o F-35 será a melhor escolha, disse Rubio, frisando que os Estados Unidos respeitarão o procedimento de seleção nacional. "Não seremos nós a impor isso, Portugal vai decidir".
F-35 e a substituição dos F-16 portugueses
Entre os fatores favoráveis ao caça dos Estados Unidos, Rubio salientou a "interoperabilidade", dado que o F-35 é operado pelas Forças Armadas norte-americanas e por diversos países aliados. Ainda assim, reconheceu que a concorrência entre fabricantes distintos também pode trazer vantagens.
A seleção do sucessor dos F-16 poderá opor o F-35 norte-americano a propostas europeias. O Governo português tem defendido que a escolha obedecerá ao interesse nacional. O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Rangel, declarou que o processo permanece em aberto e afastou a hipótese de critérios políticos condicionarem a decisão.
Base das Lajes e relações entre Portugal e os EUA
Rubio foi igualmente interrogado acerca do uso da Base das Lajes por aeronaves militares dos Estados Unidos, incluindo aviões envolvidos em operações no Médio Oriente. O secretário de Estado evitou detalhar as missões, mas afirmou que Washington cumpre os protocolos estabelecidos com Portugal e que "nunca violaram a soberania" portuguesa.
Quanto ao futuro das Lajes, Rangel indicou que o tema não foi abordado durante esta reunião. O ministro encaminhou quaisquer decisões para a Comissão Bilateral Permanente Portugal-EUA, que considera ser a instância apropriada para debater a presença militar norte-americana nos Açores.
A deslocação de Rubio acontece numa fase de reforço da parceria estratégica entre Lisboa e Washington, com a defesa, a segurança e a cooperação tecnológica no centro das conversações entre ambos os países.






Comentários
Ainda não há comentários. Seja o primeiro!
Deixar um comentário