Projetos do futuro Palácio da Justiça de Coimbra avançam
A Câmara Municipal de Coimbra aprovou por unanimidade, numa reunião ordinária, a adjudicação para a elaboração dos projetos de arquitetura e especialidades do futuro Palácio da Justiça de Coimbra. A decisão permite dar seguimento a uma infraestrutura esperada há várias décadas.
O contrato foi atribuído à Vítor Hugo - Coordenação e Gestão de Projectos, S.A., pelo montante de 393.600 euros.
O concurso internacional lançado pelo Município contou com oito propostas. A decisão assentou no critério da proposta economicamente mais vantajosa, tendo sido escolhida a candidatura de valor mais baixo que cumpria todos os requisitos previstos no procedimento. A proposta vencedora, no valor de 320 mil euros, acrescido de IVA, ficou abaixo do preço-base estabelecido para o projeto.
Preocupações com a complexidade da intervenção
Na reunião, a vereadora Ana Bastos congratulou-se com o progresso do processo, embora tenha chamado a atenção para o montante da adjudicação, que classificou como "anormalmente baixo" perante a complexidade da obra. A autarca recordou que o futuro Palácio da Justiça estará situado numa área limítrofe da zona classificada pela UNESCO, circunstância que impõe exigências adicionais quanto à integração urbana e aos condicionamentos patrimoniais.
Ana Bastos destacou ainda que se trata de "um projeto marcante" para a cidade de Coimbra.
A presidente da Câmara Municipal, Ana Abrunhosa, disse partilhar estas preocupações e salientou que os valores dos projetos "têm vindo a cair a pique" em resultado da conjuntura do setor. Ainda assim, defendeu que o novo Palácio da Justiça deverá afirmar-se como uma intervenção marcante em Coimbra e com elevada qualidade.






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