Um professor de Educação Moral e Religiosa é suspeito de ter pago entre 100 e 200 euros a adolescentes de uma escola de Arouca em troca do envio de imagens e vídeos pornográficos. Aos alunos que aceitassem encontros de cariz sexual, propunha valores mais elevados. O docente, de 45 anos, encontrava-se já suspenso de funções devido a um vídeo que circulou na comunidade escolar e foi detido na quinta-feira pela Polícia Judiciária (PJ) do Porto.
Os inspetores admitem que possam existir outras vítimas. Até agora, porém, foram identificados três rapazes alegadamente assediados pelo professor de Educação Moral e Religiosa. Os jovens têm entre 14 e 16 anos e frequentam uma escola de Arouca onde o docente lecionou durante o ano letivo de 2024/2025.
Alegado aliciamento de alunos em Arouca
Segundo apurou o JN, o professor abordava os jovens na sala de aula com conversas de conteúdo sexual e contactava-os posteriormente através das redes sociais. Nessa fase, oferecia-lhes entre cem e duzentos euros para lhe enviarem fotografias e vídeos em que praticassem atos sexuais.
O docente aumentava a quantia proposta aos rapazes que aceitassem deslocar-se à sua casa para encontros de natureza sexual.
Vídeo revelou crimes
No ano passado, o professor enviou a um dos alunos que procurava aliciar um vídeo no qual, de acordo com um comunicado divulgado ontem pela PJ, "se encontrava em práticas sexuais explícitas com um jovem". O responsável pela disciplina de Educação Moral e Religiosa codificou o ficheiro para permitir apenas uma visualização. Ainda assim, o aluno que o recebeu conseguiu gravá-lo e mostrá-lo a outros colegas.
As imagens do professor a manter relações sexuais com um menor começaram a ser partilhadas entre a comunidade estudantil, acabando por chegar ao conhecimento da direção da escola de Arouca. Nessa altura, contudo, o ano letivo já tinha terminado e o suspeito tinha sido colocado noutro estabelecimento de ensino, em Oliveira de Azeméis.
Processo disciplinar e detenção pela PJ
Na nova escola, o docente foi alvo de um processo disciplinar e acabou suspenso de funções. O caso foi igualmente comunicado à PJ do Porto em março deste ano.
Na última quinta-feira, os inspetores detiveram o professor e apreenderam o seu telemóvel, onde se encontravam algumas das imagens e conversas de teor sexual trocadas com os alunos.
Anteontem, após o interrogatório no Tribunal de Santa Maria da Feira, o professor foi libertado. No entanto, ficou impedido de contactar testemunhas e os alunos que frequenta atualmente. Mantém-se suspenso de funções e terá de se apresentar semanalmente na esquadra.






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