A União Europeia (UE) e diversos países europeus marcaram o terceiro aniversário dos ataques de 7 de outubro de 2023 em Israel, homenageando as vítimas e renovando o compromisso de combater o antissemitismo e o terrorismo. Defenderam também uma solução de dois Estados para assegurar "uma paz justa e duradoura" no Médio Oriente.
O presidente do Conselho Europeu, António Costa, prestou tributo aos cidadãos israelitas e estrangeiros que morreram nos ataques, expressando solidariedade com os familiares das vítimas e das pessoas mantidas como reféns. "Nunca esquecemos. Nada pode justificar um terror desta natureza e tal nunca mais poderá voltar a acontecer", declarou, reafirmando que a UE continuará a defender "o direito de Israel a existir em paz e em segurança" e a solução de dois Estados enquanto "o único caminho viável para uma paz justa e duradoura".
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, evocou igualmente as vítimas e as famílias que ainda enfrentam as consequências dos ataques, sublinhando que "a bárbarie e o terror do 7 de outubro não podem repetir-se".
Itália no combate ao antissemitismo
Em Itália, a primeira-ministra Giorgia Meloni voltou a afirmar o empenho do Governo no combate a "todas as formas de antissemitismo" e salientou que a passagem do tempo não diminui a gravidade dos crimes cometidos a 7 de outubro. Meloni lembrou as vítimas dos ataques e transmitiu solidariedade ao povo israelita.
Ainda assim, defendeu que a proteção da população exige atenção ao sofrimento dos habitantes de Gaza e à violência exercida contra civis palestinianos na Cisjordânia: "É preciso acabar com a espiral de violência".
Londres promete proteger a comunidade judaica
No Reino Unido, o primeiro-ministro Andy Burnham prestou homenagem às vítimas dos ataques e chamou a atenção para o crescimento "alarmante" de comportamentos antissemitas no país ao longo dos últimos três anos. Descreveu-o como um "ódio vil" e assegurou o compromisso de proteger a comunidade judaica. "Quero que a comunidade judaica britânica ouça isto diretamente de mim: estamos convosco", concluiu.
Burnham evocou também o ataque, ocorrido há um ano, contra uma sinagoga em Manchester, que provocou a morte de dois fiéis: "O antissemitismo não te lugar neste país".
Macron reafirma o compromisso com a paz
Em França, o presidente Emmanuel Macron realçou o compromisso do país no combate ao antissemitismo e ao terrorismo, bem como no trabalho em prol da paz e da segurança de todos. "Três anos depois, não esquecemos nem os nomes nem os rostos", escreveu o chefe de Estado, que recordou as vítimas francesas e manifestou solidariedade com Israel e com as famílias das pessoas mortas nos ataques.
O ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Jean-Noël Barrot, participará na cerimónia oficial em Telavive que assinala o terceiro aniversário dos ataques, em memória das cerca de 1200 vítimas.
Um comité de peritos independentes da ONU, organizações israelitas de direitos humanos e entidades internacionais, entre as quais a Amnistia Internacional, concluíram que as ações de Israel na Faixa de Gaza constituem um genocídio contra o povo palestiniano.






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