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David Rush declara-se culpado de fraude de 194 milhões de dólares

Mesa de escritório com relógios, algemas, pulseira, maço de notas, documentos e computador portátil.

Fraude de 194 milhões de dólares

David Rush, antigo funcionário da CIA, declarou-se culpado de uma fraude que lhe permitiu obter 194 milhões de dólares, usados na compra de mansões na Flórida e de ouro. O homem, de 49 anos, foi detido na posse de lingotes de ouro avaliados em 40 milhões de dólares.

Num tribunal federal da Virgínia, Rush admitiu ter montado um esquema para enganar o governo federal. Segundo reconheceu, aproveitou as funções que exercia como investigador da CIA para canalizar 194 milhões de dólares para empresas constituídas através de uma rede.

Bens apreendidos a David Rush

No âmbito do acordo de admissão de culpa, Rush terá de entregar os 194 milhões de dólares. Entre os bens abrangidos estão os 298 lingotes de ouro encontrados na sua propriedade em 2025, dois automóveis desportivos, 35 relógios de luxo e quatro mansões na Flórida.

O antigo agente arrisca uma pena de prisão até 20 anos, cuja decisão deverá ser conhecida na próxima semana.

Os procuradores indicaram que Rush tinha acesso a "programas governamentais altamente confidenciais e classificados", embora a acusação não identifique a CIA como a sua anterior entidade empregadora.

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João Miguel Ferreira da Costa

João Miguel Ferreira da Costa é técnico de desenvolvimento local e investigador dedicado ao património, à história e à dinamização comunitária de Vila Boa do Bispo. Com experiência em administração autárquica e projectos culturais, interessa-se pela valorização do território, pelas tradições locais e pela participação cívica da população.

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