Incêndio na Big China em Leça do Balio
Um incêndio começou no início da tarde deste sábado numa loja de artigos chineses em Leça do Balio, no concelho de Matosinhos. No local, 32 operacionais, apoiados por nove viaturas, combateram as chamas.
Evacuação reaviva lembranças de 2017
Ao avistar o fumo pela janela, Anabela Magalhães entrou de imediato em pânico. A moradora recordou o incêndio de junho de 2017 que destruiu a loja de artigos chineses do edifício onde reside há 25 anos, em Leça do Balio, Matosinhos. O fogo, de grandes dimensões, afetou o prédio e obrigou os moradores a permanecer desalojados durante três anos.
"Quando vim à janela e vi o fumo, entrei em pânico: meu Deus, não acredito que estou a viver isto outra vez", pensou logo Anabela Magalhães, que ao início da tarde deste sábado reviveu o pesadelo de junho de 2017.
Nesta ocorrência, o incêndio ficou limitado a uma arrecadação da Big China, localizada na cave, por baixo da loja, e esteve longe de provocar danos semelhantes. Ainda assim, o fumo intenso obrigou os residentes a abandonar os apartamentos, voltando a causar receio entre os moradores.
Anabela, o marido e as duas filhas encontravam-se numa das 34 habitações evacuadas e recearam que a situação se agravasse. "Só tive tempo de pegar na minha carteira e calçar-me. Comecei a viver tudo o que vivi há nove anos, e nessa altura foi muito grave. Eram labaredas muito grandes, e depois estivemos anos sem poder habitar nas casas", recorda a moradora.
Sem vítimas
No combate ao incêndio participaram elementos das quatro corporações de bombeiros de Matosinhos. Foram também acionados agentes da PSP, num total de 54 homens, apoiados por 14 viaturas.
Não houve feridos, nem entre os moradores nem entre os bombeiros. No incêndio de 2017, três operacionais tiveram de ser levados ao hospital devido a exaustão.
As causas do fogo, que deflagrou poucos minutos antes das 13 horas, continuam por determinar. Um morador, que optou por não ser identificado, manifestou dúvidas sobre o cumprimento das normas de segurança por parte do estabelecimento.
Segundo as autoridades da Proteção Civil, todo o prédio foi evacuado, embora não tenha sido possível apurar quantas pessoas saíram do edifício. As mesmas fontes asseguraram que esta situação não teve relação com o incêndio anterior e admitiram que os residentes poderiam regressar a casa em breve.
"Talvez as pessoas estejam neste momento um pouco ansiosas, dado os antecedentes do anterior incêndio. Mas há essa certeza de que em breve vão poder regressar a casa."
As fontes acrescentaram que, ao contrário do que aconteceu em 2017, o incêndio desta vez permaneceu circunscrito a uma divisão da loja, impedindo que as chamas se propagassem.






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