O fim de semana ficou marcado por uma forte retaliação do Irão contra objetivos norte-americanos na região. As forças iranianas mataram dois militares dos Estados Unidos na Jordânia. Tanto Teerão como Washington visaram também infraestruturas civis, causando danos numa central nuclear ainda em construção e numa unidade de dessalinização.
Retaliação dos Estados Unidos contra o Irão
Depois de o Comando Central dos EUA ter comunicado, na noite de sábado, a morte de dois soldados e o desaparecimento de outro militar num ataque iraniano com mísseis balísticos e drones na Jordânia, os Estados Unidos responderam. Pela oitava noite seguida, realizaram bombardeamentos destinados a "punir" Teerão e a "reduzir a capacidade do Irão de ameaçar a navegação comercial no estreito de Ormuz".
As agências noticiosas iranianas Fars e Tarnim noticiaram ataques contra Sirik, um porto localizado neste corredor marítimo, no sul do país. A Organização de Energia Atómica do Irão declarou que os EUA atingiram uma central nuclear em construção em Darkhovin, no sudoeste iraniano.
Controlo de Ormuz
Apesar dos bombardeamentos, Teerão aparenta continuar a controlar Ormuz. A Guarda Revolucionária indicou que quatro navios procuraram atravessar a rota marítima sem autorização e que dois deles "sofreram um acidente e foram impedidos de prosseguir viagem". Os restantes dois desistiram da passagem, segundo a força militar ideológica da República Islâmica.
Ataques iranianos no Golfo
A capacidade ofensiva iraniana também parece não ter sido reduzida, pelo menos para já, com ataques dirigidos a bases dos EUA no Kuwait. Pelo terceiro dia consecutivo, uma central elétrica e uma instalação de dessalinização foram atingidas neste país do Golfo, enquanto o Barém acusou Teerão de atacar infraestruturas civis. Israel e a Jordânia afirmaram ter intercetado um míssil iraniano que seguia em direção à cidade jordana de Aqaba.






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