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Médico detido em Albufeira por suspeita de violação fica em prisão preventiva

Mesa de consultório com bata branca, estetoscópio azul, algemas e crachá médico.
Neste artigo
  1. Prisão preventiva pode ser substituída por permanência em casa
  2. PJ deteve o médico numa clínica privada de Albufeira
  3. Lusíadas Saúde diz ter atuado após a denúncia

O médico detido em Albufeira, suspeito de violar uma utente de 52 anos durante uma consulta num hospital privado, ficou sujeito a prisão preventiva. A decisão foi tomada esta quarta-feira, depois de o arguido ter sido presente a juiz no Tribunal de Portimão.

Prisão preventiva pode ser substituída por permanência em casa

Segundo apurou o JN, a medida de coação poderá vir a ser alterada para obrigação de permanência na habitação, caso o relatório da Direção-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais seja favorável ao arguido.

O alegado crime terá acontecido em junho, num gabinete do Hospital Lusíadas Albufeira, quando R. F., médico tarefeiro luso-cubano de 61 anos, se encontrava sozinho com a utente. Sob o pretexto de realizar um diagnóstico, o homem terá introduzido os dedos na vagina da paciente. A mulher apresentou de imediato queixa junto do hospital, que suspendeu o clínico e comunicou a situação às autoridades.

PJ deteve o médico numa clínica privada de Albufeira

No âmbito da investigação aberta após a denúncia, a Polícia Judiciária (PJ) do Sul deteve o suspeito na terça-feira. O médico encontrava-se a dar consultas noutra clínica privada, igualmente localizada em Albufeira.

O JN apurou ainda que o médico já tinha sido condenado a uma pena suspensa por coação sexual, num outro estabelecimento privado de saúde em Albufeira. Esse processo resultou também de uma queixa apresentada por uma utente há cerca de sete anos.

Em 2025, foi apresentada contra o mesmo médico outra denúncia por violação, relacionada com factos que terão ocorrido num hospital privado em Loulé. Nesse caso, o Ministério Público já terá deduzido acusação formal contra o clínico.

Lusíadas Saúde diz ter atuado após a denúncia

Contactada pelo JN, a Lusíadas Saúde não confirmou nem comentou os casos em concreto, alegando o dever de confidencialidade a que as suas unidades estão obrigadas. Ainda assim, sobre a denúncia mais recente, o hospital afirmou ter atuado logo que recebeu a queixa da utente, "determinando a abertura de um processo de averiguação interna e fazendo cessar preventivamente todo o exercício da atividade clínica pelo médico visado".

A Lusíadas Saúde não esclareceu se tinha conhecimento dos antecedentes judiciais do médico nem se sabia da existência de outras queixas.

A Ordem dos Médicos ainda não tomou posição sobre o caso. A entidade pediu à PJ e ao Ministério Público informações adicionais sobre a identidade do médico, para poder avaliar uma eventual adoção de medidas disciplinares.

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João Miguel Ferreira da Costa

João Miguel Ferreira da Costa é técnico de desenvolvimento local e investigador dedicado ao património, à história e à dinamização comunitária de Vila Boa do Bispo. Com experiência em administração autárquica e projectos culturais, interessa-se pela valorização do território, pelas tradições locais e pela participação cívica da população.

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