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Sindicatos e reformados defendem passe único de 30 euros para todos na Covilhã

Mulher sénior mostra bilhete de 30 euros numa paragem de autocarro com outras pessoas e um autocarro amarelo ao fundo.
Neste artigo
  1. Proposta de passe único de 30 euros na Covilhã
  2. Gratuitidade para reformados nos transportes públicos
  3. Autarca concorda com a medida

Sindicatos e associações de reformados defendem a criação, na Covilhã, de um passe social único de 30 euros para todos os utilizadores de transportes públicos, abrangendo ligações urbanas, interurbanas e intermunicipais. O presidente da Câmara Municipal, Hélio Fazendeiro, partilha esta posição.

Para a União de Sindicatos de Castelo Branco (USCB), a Inter-Reformados, a Associação de Reformados da Covilhã e a União de Reformados do Tortosendo, trata-se de uma medida "socialmente justa, ambientalmente necessária e financeiramente possível". As organizações pretendem que o passe entre em funcionamento em 1 de janeiro de 2027.

Proposta de passe único de 30 euros na Covilhã

As entidades aguardam desde maio pelo agendamento de uma reunião com Hélio Fazendeiro, presidente da Câmara da Covilhã. O pedido foi renovado em junho e é agora novamente apresentado. Caso não recebam uma resposta até ao próximo dia 16, levarão a proposta à reunião pública do executivo municipal.

A decisão foi divulgada na terça-feira ao fim da tarde. Ao JN, o coordenador da Inter-Reformados de Castelo Branco, Luís Garra, indicou que, para além do passe social único, as organizações propõem a "implementação da gratuitidade nos transportes públicos do concelho da Covilhã para os reformados detentores do Cartão Social Municipal e para os reformados com 65 anos ou mais", à semelhança do que sucede em municípios como o Porto ou Viseu.

Luís Garra sublinha que o passe social único de 30 euros significaria "uma redução para todos os utentes". "Neste momento, há uma redução de 75% sobre o passe social para reformados. Isto significa que com a aplicação de um passe único de 30 euros, os passes que agora custam nove euros aos reformados, passariam para 7,5 euros", explica.

O valor de 30 euros para todos "também beneficiariam os utilizadores dos transportes interurbanos, porque os passes para São Jorge da Beira, por exemplo, custam agora 130 euros".

"Adotar um passe social único de 30 euros é ir ao encontro de um benefício que já existiu. Além de ser uma promessa que Hélio Fazendeiro fez em campanha eleitoral", recorda Luís Garra, salientando que a medida deveria ter sido aplicada em janeiro deste ano.

Gratuitidade para reformados nos transportes públicos

Os ex-combatentes reformados e as respetivas viúvas já utilizam gratuitamente os transportes, pelo que "o número de reformados a beneficiar da gratuitidade é residual". Garra acrescenta que "esta ajuda na mobilidade tem uma função social, de combate à solidão, porque é uma forma de não ficarem fechados em casa, quando muitos já têm de decidir entre comprar comida ou medicamentos".

Autarca concorda com a medida

Hélio Fazendeiro, presidente da Câmara Municipal da Covilhã, manifesta concordância com a reivindicação dos sindicatos e dos reformados. "Estamos a trabalhar com a Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela, cujo novo contrato de transportes entra em vigor no início de 2027, mas esse contrato de concessão será articulado com a Câmara da Covilhã. Continuo com a esperança e ambição de, no espaço deste mandato, termos um passe de 30 euros para os transportes no concelho. Se o puder fazer neste mês de outubro não o farei no mês de novembro, mas não vou adiantar datas sem ter a certeza das mesmas", esclarece.

O autarca reafirma que pretende "acabar com a pouca vergonha dos passes de 120 e 130 euros para as localidades mais distantes da sede do concelho e que têm poucos horários. A Covilhã mantêm-se como autoridade de transportes a nível concelhio e vai continuar a bater-se por um passe no máximo de 30 euros para transporte dentro do concelho".

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João Miguel Ferreira da Costa

João Miguel Ferreira da Costa é técnico de desenvolvimento local e investigador dedicado ao património, à história e à dinamização comunitária de Vila Boa do Bispo. Com experiência em administração autárquica e projectos culturais, interessa-se pela valorização do território, pelas tradições locais e pela participação cívica da população.

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