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Drones táticos reforçam o treino de eliminação de engenhos explosivos da Força Aérea dos Estados Unidos em Hurlburt Field

Soldado militar ajoelhado com uniforme táctico a manusear um drone junto a um tablet e caixa de equipamentos num aeroporto.
Neste artigo
  1. Drones táticos em treino na Base Aérea de Hurlburt Field
  2. Imagens aéreas para operações de engenharia civil
  3. Autonomia e utilização complementar de drones e robôs

Na Base Aérea de Hurlburt Field, no estado da Florida, as tropas de operações especiais da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF) estão a intensificar o treino em missões de eliminação de engenhos explosivos com recurso a drones táticos. A substituição progressiva dos robôs terrestres tradicionais por sistemas aéreos não tripulados compactos traduz uma mudança estratégica na preparação operacional e na inovação da 1.ª Ala de Operações Especiais.

Drones táticos em treino na Base Aérea de Hurlburt Field

Em exercícios realizados em terreno aberto, as equipas de eliminação de engenhos explosivos (EOD) demonstraram a eficácia dos drones face aos robôs convencionais. Ao contrário destes, que exigem tempo de transporte e montagem, os drones podem ser lançados a partir de uma mochila em poucos minutos e transmitir imagens em tempo real, mantendo o operador a uma distância segura.

Com câmaras óticas e térmicas e sistemas de digitalização 3D, os novos equipamentos permitem aos especialistas avaliar ameaças, mapear pistas de aviação e documentar explosões com uma rapidez e precisão sem precedentes.

Imagens aéreas para operações de engenharia civil

A utilização de drones também traz vantagens importantes às operações de engenharia civil. A recolha de imagens aéreas fornece referências visuais precisas sobre o estado das pistas, ajudando a detetar danos e a planear reparações após incidentes. A capacidade de produzir modelos digitais detalhados em apenas alguns minutos otimiza a resposta e contribui para manter a continuidade das operações aéreas em ambientes complexos ou de emergência.

Autonomia e utilização complementar de drones e robôs

Os sistemas de inteligência artificial integrados nos drones representam ainda um avanço em matéria de autonomia. Com uma intervenção humana mínima, estas funções permitem identificar e seguir alvos, manter posições estáveis e evitar obstáculos, tornando as missões mais eficientes e reduzindo a exposição do pessoal ao perigo.

A Força Aérea dos Estados Unidos reconhece que os drones não substituem por completo os robôs, que continuam a ter vantagens na manipulação física de objetos. Os dois sistemas podem, contudo, funcionar de forma complementar, alargando o conjunto de recursos táticos disponíveis.

A rápida incorporação destes sistemas deveu-se à iniciativa local dos esquadrões EOD de Hurlburt Field, que começaram por adotar e testar os drones. Esse trabalho permitiu-lhes ultrapassar os desafios iniciais e integrar mais depressa as suas capacidades nas operações diárias.

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João Miguel Ferreira da Costa

João Miguel Ferreira da Costa é técnico de desenvolvimento local e investigador dedicado ao património, à história e à dinamização comunitária de Vila Boa do Bispo. Com experiência em administração autárquica e projectos culturais, interessa-se pela valorização do território, pelas tradições locais e pela participação cívica da população.

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