Sensores na Póvoa de Varzim para antecipar cheias
A Câmara Municipal da Póvoa de Varzim instalou oito sensores nas condutas de águas pluviais e duas estações meteorológicas no concelho, com o objetivo de recolher informação que ajude a antecipar cheias durante períodos de precipitação intensa. A presidente, Andrea Silva, afirma estar a desenvolver trabalho para reforçar a resiliência do município perante fenómenos extremos.
O investimento da autarquia nos novos equipamentos ascendeu a 35 mil euros. A intenção passa por alargar a instalação de sensores a "em zonas estratégicas do concelho".
"É extremamente importante que a Câmara comece a ter um histórico dos comportamentos da rede de águas pluviais que nos permita avaliar e prevenir. Desde o início do outono, já tivemos três momentos, o que nos permitiu ler algumas realidades. Por exemplo, sabemos que, se aqui junto à Câmara, a conduta atingir um determinado nível de enchimento, em 20 ou 30 minutos teremos inundações na zona poente. Da mesma forma, se Penalves atingir "x" metros, daqui a 20 minutos teremos água a transbordar no Bairro Sul. Isso dá-nos tempo, por exemplo, para ir sinalizar, levantar grelhas e tampas, etc.", explicou Andrea Silva.
O Bairro Sul é reconhecido como um dos locais historicamente mais problemáticos. A resolução dessa situação exigirá um investimento partilhado entre as câmaras municipais da Póvoa de Varzim e de Vila do Conde, embora a monitorização da rede possa contribuir para identificar respostas noutros pontos críticos.
PS questiona
O tema foi levado pelo PS à reunião do executivo municipal, depois de o partido ter recebido, na manhã de terça-feira, relatos de inundações e falhas de eletricidade em várias zonas do concelho. João Trocado questionou também o ponto de situação do Plano Municipal para a Ação Climática (PMAC), que recebeu, em maio de 2025, "luz verde" e 24 600 euros para avançar, totalmente cofinanciados pelo Norte 2030 e pela Área Metropolitana do Porto.
O socialista salientou que os municípios vizinhos já dispõem dos respetivos planos e têm definidas as prioridades de investimento para atenuar os efeitos das alterações climáticas. Na Póvoa de Varzim, sustenta, continua a haver uma resposta aos "fogos", enquanto a presidente, "até hoje, fez zero em matéria de Ambiente".
Andrea Silva referiu que o "fenómeno extremo" ocorrido na terça-feira trouxe, em 15 minutos, mais chuva do que a registada durante toda a noite de 29 de setembro. A situação coincidiu ainda com a maré cheia e, nessas condições, sublinhou, nenhuma conduta consegue suportar o volume de água. Apesar disso, indicou que a eletricidade foi "reposta em todas as situações menos de uma hora depois" e que o caudal regressou ao normal poucos minutos após a chuvada intensa.
Quanto ao PMAC, elaborado com o apoio do Centro do Clima, a presidente afirmou que ficará concluído "num curto espaço de tempo", sem avançar uma data concreta.






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