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José Luís Carneiro defende alargamento do prazo de candidatura ao Ensino Superior

Pessoa a usar computador portátil para consultar resultados do Exame Nacional, com caderno sobre a mesa e televisão ao fundo.
Neste artigo
  1. Instabilidade nos exames nacionais e no Ensino Superior
  2. Prazo de candidatura ao Ensino Superior deve ser avaliado
  3. Possível adiamento da segunda fase dos exames nacionais

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, defendeu este domingo que o primeiro-ministro e o Governo devem reunir-se urgentemente com o Conselho de Reitores. Perante "a atual instabilidade", sustentou ainda que deve ser avaliado o alargamento do prazo de candidatura ao Ensino Superior.

Em declarações à agência Lusa, o líder socialista admitiu também, por motivos de segurança, o possível adiamento da segunda fase dos exames nacionais "por um ou dois dias".

Instabilidade nos exames nacionais e no Ensino Superior

No plano político, José Luís Carneiro afirmou ser indispensável encontrar depressa uma resposta para "o atual quadro de instabilidade e de imprevisibilidade" provocado pelos problemas ocorridos no processo dos exames nacionais.

"Neste momento, há ainda um quadro de grande imprevisibilidade e de instabilidade em relação aos termos em que os alunos conhecem as notas que se encontram suspensas, quanto ao pedido de revisão de provas e em relação ao processo de candidatura ao ensino superior", apontou o líder socialista.

Perante este cenário, considerou que o Governo e o primeiro-ministro, Luís Montenegro, devem encontrar-se sem demora com o Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas, "tendo em vista garantir uma boa articulação entre as classificações atribuídas e o prazo das respetivas inscrições nas instituições do ensino superior".

"Por um lado, é preciso conferir total fiabilidade às classificações e, por outro lado, é preciso dar tranquilidade às famílias e, igualmente, tranquilidade às instituições do ensino superior. É muito relevante que as instituições do ensino superior possam ser ouvidas por parte do primeiro-ministro e do Ministério de Educação", advogou o secretário-geral do PS.

José Luís Carneiro sublinhou que, no atual contexto, "há um interface que é preciso garantir entre o ensino secundário e o ensino superior".

Prazo de candidatura ao Ensino Superior deve ser avaliado

Para o líder socialista, a reunião urgente deverá servir para analisar o eventual prolongamento do período de candidaturas ao Ensino Superior, sem impedir os alunos que já dispõem das classificações validadas de avançarem no processo.

"Essa reunião, que é urgente, deve contribuir para se avaliar o prolongamento do prazo de candidatura ao ensino superior, mantendo, contudo, a porta aberta para aqueles que, entretanto, já conhecem as suas classificações e que já têm validadas as suas classificações. Ou seja, aqueles que têm as suas classificações já realizadas devem arrancar com as candidaturas, como está previsto, a partir de segunda-feira. Mas, do ponto de vista da segurança do processo, é desejável que possa haver prolongamento do prazo de candidaturas ao ensino superior", justificou.

Possível adiamento da segunda fase dos exames nacionais

Sobre a realização da segunda fase dos exames nacionais, José Luís Carneiro admitiu igualmente "um eventual adiamento por um ou dois dias".

"Não existindo ainda total segurança nas classificações que foram atribuídas - e, por isso mesmo, haverá alunos que vão realizar o seu pedido de reapreciação de provas - é desejável que possa haver um eventual adiamento, por um ou dois dias, pelo menos, para que este processo possa ser feito com segurança, com estabilidade, quer para os alunos, quer também para as próprias famílias", defendeu.

Na ótica do secretário-geral do PS, esta medida asseguraria "maior segurança na publicitação das notas suspensas e, também, maior segurança na preparação dos alunos e na sua avaliação das classificações atribuídas para efeito da realização de recursos".

"E permite também melhores condições para a realização da segunda fase dos exames", completou.

Segundo o líder do PS, esta solução "poderá assim ser compensada a desigualdade que já se estabeleceu entre alunos que já têm conhecimento das suas avaliações - e que, portanto, poderão seguir tranquilamente o seu caminho de candidatura ao ensino superior - e aqueles que não têm ainda conhecimento das suas classificações e estão a sofrer um prejuízo pessoal e familiar por falhas atribuíveis ao Ministério da Educação e ao Governo",

"Com esta solução, cria-se uma almofada que vai aliviar sobrecarga temporal que resultará dos pedidos de reapreciação de provas. Julgo que as instituições de ensino superior verão com bons olhos esta possibilidade", acrescentou.

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João Miguel Ferreira da Costa

João Miguel Ferreira da Costa é técnico de desenvolvimento local e investigador dedicado ao património, à história e à dinamização comunitária de Vila Boa do Bispo. Com experiência em administração autárquica e projectos culturais, interessa-se pela valorização do território, pelas tradições locais e pela participação cívica da população.

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