O chefe do exército israelita, Eyal Zamir, comparou esta quarta-feira as falhas ocorridas há três anos com os erros que antecederam a guerra do Yom Kippur, em 1973, alertando para o risco de novos "ataques surpresa".
Israel foi alvo de um ataque do grupo extremista palestiniano Hamas em 7 de outubro de 2023, cinco décadas após a guerra travada contra países árabes entre 6 e 26 de outubro de 1973, que começou no feriado judaico do Yom Kippur. Numa visita a uma nova divisão de treino militar, assinalando o terceiro aniversário dos ataques, Eyal Zamir recordou os "dois momentos tão dolorosos" da história israelita.
Eyal Zamir alerta para ataques surpresa
"Foram dois fracassos ligados por uma ameaça", declarou Zamir, citado pelo jornal The Times of Israel, numa cerimónia dedicada aos ataques de 2023. "A lição que todos devemos retirar de ambas as guerras é que devemos manter-nos focados na ideia de um ataque surpresa. As forças israelitas devem estar preparadas para isso", advertiu.
O chefe do exército afirmou que Israel continua a analisar as causas das falhas de segurança, encarando esse trabalho como parte de um processo de aprendizagem. "Estamos constantemente a trabalhar para assimilar estas falhas e evitar que se repitam. Este é o meu dever como chefe do exército e o de todos aqueles que vestem a farda, seja no ativo ou na reserva".
Segundo a agência espanhola EP, Zamir anunciou que a nova divisão contará com uma força de reserva "capaz de atuar em qualquer cenário". Defendeu também que os israelitas devem reconhecer o trabalho desempenhado pelos reservistas desde os ataques do Hamas, classificado como grupo terrorista por Israel, pela União Europeia e pelos Estados Unidos. Os ataques de há três anos causaram cerca de 1200 mortos em Israel e resultaram no rapto de 250 pessoas para a Faixa de Gaza, posteriormente devolvidas, incluindo as que morreram.
Ofensiva israelita na Faixa de Gaza
Como resposta, o exército israelita invadiu a Faixa de Gaza, provocando 74.250 mortos, segundo as autoridades do território palestiniano, que era governado pelo Hamas. Embora esteja em vigor um cessar-fogo desde dezembro de 2025, o Ministério da Saúde de Gaza denunciou que o balanço hoje divulgado inclui 1465 mortos desde essa altura. A ofensiva israelita destruiu ainda grande parte das infraestruturas de Gaza e levou a acusações de genocídio contra Israel.






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