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Homem de 70 anos em prisão preventiva por matar Armanda Portela em Vouzela

Homem mais velho escoltado por dois polícias perto de casa isolada com fita de polícia à volta.

O homem de 70 anos suspeito de ter matado a mulher, Armanda Portela, de 64 anos, em Confulcos, na freguesia de Cambra, concelho de Vouzela, ficou este sábado sujeito à medida de coação de prisão preventiva. A decisão foi tomada após o primeiro interrogatório judicial, no Tribunal de Cinfães.

Contactada pelo JN, a advogada do arguido, que tem escritório em Mirandela, informou que o cliente decidiu não prestar declarações perante o juiz de instrução criminal. "Por respeito pelo processo, pela investigação e por todos os intervenientes, a defesa não fará comentários sobre a matéria de facto nesta fase processual. A defesa cumpriu o seu papel no primeiro interrogatório judicial e, no momento próprio, exercerá todos os meios de defesa que a lei lhe confere, sendo o tribunal o local adequado para a apreciação da prova e para o apuramento da verdade", afirmou Mónica Teixeira.

A defensora referiu ainda que o arguido foi levado para o Estabelecimento Prisional de Aveiro. Contudo, assegurou que irá pedir a transferência para uma cadeia situada mais perto da zona onde reside.

Queixa arquivada

O crime aconteceu na manhã de sexta-feira, na casa onde o casal passava alguns dias. Segundo a investigação, Paulino Pinheiro terá desferido vários golpes na mulher, utilizando uma faca de cozinha e um cutelo.

Homicídio em Confulcos

Depois do homicídio, o suspeito ligou à filha, que vive na região de Lisboa, e confessou-lhe o que tinha feito. Terá ainda tentado suicidar-se, tendo permanecido dentro da habitação até à chegada das autoridades, que o detiveram.

Segundo informações recolhidas pelo JN, o casal mantinha há vários anos uma relação marcada por conflitos. Existia inclusivamente uma denúncia por violência doméstica, que acabou por ser arquivada em 2020.

A vítima, natural de Confulcos, conservava uma forte ligação à sua terra natal, embora vivesse na região de Lisboa, para onde se mudou ainda jovem. Quando o crime ocorreu, o casal estava na aldeia havia cerca de quatro dias.

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João Miguel Ferreira da Costa

João Miguel Ferreira da Costa é técnico de desenvolvimento local e investigador dedicado ao património, à história e à dinamização comunitária de Vila Boa do Bispo. Com experiência em administração autárquica e projectos culturais, interessa-se pela valorização do território, pelas tradições locais e pela participação cívica da população.

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