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ERSAR pede esclarecimentos aos SMAS Almada sobre falta de água no concelho

Mulher com t-shirt preta a encher copo de vidro com água na cozinha moderna durante o dia.
Neste artigo
  1. ERSAR acompanha falta de água em Almada
  2. Petição pede solução para as interrupções no abastecimento
  3. SMAS Almada aponta calor e aumento sazonal da população

A Entidade Reguladora dos Serviços de Águas e Resíduos (ERSAR) solicitou explicações aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento (SMAS) de Almada sobre os problemas de falta de água registados no concelho.

ERSAR acompanha falta de água em Almada

Num comunicado divulgado no seu sítio na Internet, a ERSAR refere estar a monitorizar a situação que tem condicionado o abastecimento de água no concelho de Almada, no distrito de Setúbal, e gerado um elevado número de reclamações por parte dos utilizadores. Perante estas queixas, a entidade reguladora, ao abrigo das suas competências de regulação e supervisão dos serviços de águas, pediu esclarecimentos aos SMAS de Almada para determinar as circunstâncias em causa e conhecer a resposta prestada aos utilizadores.

Habitantes de diferentes localidades do concelho de Almada têm denunciado interrupções repetidas no abastecimento. Foi também criada uma petição, já com mais de três mil assinaturas, através da qual os subscritores reclamam medidas urgentes que reduzam os efeitos da falta de água.

Os peticionários defendem igualmente uma intervenção imediata que permita resolver a situação o mais depressa possível. Dizem estar "profundamente preocupados e indignados perante as frequentes interrupções no abastecimento de água" que afetam zonas do concelho, sobretudo a Costa da Caparica, a Sobreda e os Capuchos.

Petição pede solução para as interrupções no abastecimento

Nas redes sociais, surgiram também relatos de falhas no fornecimento de água ou de redução da pressão em áreas como o Laranjeiro e o Feijó.

Segundo é indicado na petição, "há várias semanas que milhares de residentes e comerciantes enfrentam cortes de água recorrentes, muitas vezes durante horas consecutivas e frequentemente em períodos críticos do dia, nomeadamente ao final da tarde e início da noite, quando a maioria das famílias regressa a casa e necessita de utilizar este serviço essencial".

De acordo com os subscritores, os constrangimentos têm impedido tarefas essenciais do dia a dia, incluindo tomar banho, confecionar refeições, lavar roupa e loiça e assegurar a higiene pessoal e familiar. A situação condiciona ainda o funcionamento habitual de estabelecimentos comerciais, cafés, restaurantes e outros serviços dependentes de um fornecimento regular de água.

Perante este cenário, os peticionários exigem à Câmara Municipal de Almada e aos Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada (SMAS Almada) que identifiquem e divulguem publicamente as causas das frequentes interrupções. Reclamam também a apresentação de um plano de ação concreto que resolva definitivamente o problema.

Pedem, por outro lado, uma comunicação antecipada e eficaz sempre que existam interrupções programadas ou previsíveis, bem como medidas urgentes destinadas a diminuir os impactos para a população e para as atividades económicas afetadas.

SMAS Almada aponta calor e aumento sazonal da população

Na quinta-feira, os SMAS divulgaram um comunicado no qual afirmaram que Almada "está a viver um período de grande exigência no sistema de abastecimento de água". A entidade atribuiu a situação às temperaturas elevadas e ao crescimento significativo da população sazonal no concelho, fatores que "fizeram disparar o consumo de água".

"Nestes dias de calor, a procura global tem sido superior à água que conseguimos captar diariamente nos nossos furos. Para garantir que este bem essencial chegue a todos, estamos a implementar uma gestão solidária e rotativa da rede. A implementação desta medida estratégica permite-nos equilibrar as pressões por todo o concelho, assegurando que o recurso é partilhado de forma justa e equitativa por todas as localidades", explicou.

Numa informação mais detalhada, divulgada na sexta-feira, os SMAS esclareceram que esta gestão da rede prevê uma "redução estratégica da pressão em todo o concelho entre as 0.00 e as 6.00 com o objetivo de permitir, durante a noite, a recuperação das reservas nos depósitos."

Os SMAS acrescentaram que reforçaram a fiscalização em todo o concelho para detetar e acabar com ligações irregulares.

O Movimento Futuro da Costa, candidato nas últimas eleições autárquicas, anunciou uma concentração de protesto junto aos SMAS Almada para a manhã de segunda-feira. Entretanto, está a ser divulgada nas redes sociais a realização de um cordão humano silencioso, a 8 de julho, na Costa da Caparica, para exigir uma resolução urgente da falta de água na Costa da Caparica.

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João Miguel Ferreira da Costa

João Miguel Ferreira da Costa é técnico de desenvolvimento local e investigador dedicado ao património, à história e à dinamização comunitária de Vila Boa do Bispo. Com experiência em administração autárquica e projectos culturais, interessa-se pela valorização do território, pelas tradições locais e pela participação cívica da população.

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