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Vandalismo nos sanitários públicos do Parque do Rossio em Amarante causa 17 mil euros de prejuízo

Homem com colete amarelo regista com telemóvel um cubículo com vidraça partida e grafitis junto a um rio.
Neste artigo
  1. Vandalismo nos sanitários públicos do Parque do Rossio
  2. Câmara de Amarante pondera reforçar a prevenção
  3. Danos e vandalismo noutros concelhos do país

Os sanitários públicos do Parque do Rossio, em Amarante, continuam a ser alvo de repetidos atos de vandalismo, situação que tem obrigado a encerramentos temporários e a novas intervenções de reparação. De acordo com a Câmara Municipal, os danos acumulados desde o início do ano aproximam-se dos 17 mil euros, apesar de os equipamentos terem sido recentemente requalificados.

Vandalismo nos sanitários públicos do Parque do Rossio

Luís Cardoso, mecânico aposentado, diz observar com desânimo o estado em que encontra, por vezes, alguns equipamentos urbanos. "Vejo isto com muita tristeza. Acho que nunca irá acabar. Aqui e noutros lugares. Antigamente, em dez jovens, um era rebelde. Hoje em dia, em dez jovens, nove são rebeldes", afirma.

O habitante de Amarante aponta ainda uma alteração na atitude das diferentes gerações. "No meu tempo, se algum rapaz dizia algo mais brusco, nós escondíamo-nos de vergonha. Hoje é precisamente o contrário", lamenta.

Cláudia Cunha, emigrante que regressou temporariamente à terra natal para participar nas "Festas do Junho", em honra de São Gonçalo, elogia a requalificação dos espaços públicos, embora censure quem os danifica. "Vejo com agrado a recuperação do mobiliário público. É pena que haja quem o destrua. Usei agora o WC do Rossio e estava em condições. A Câmara já o tinha recuperado", refere.

Câmara de Amarante pondera reforçar a prevenção

O presidente da Câmara Municipal, Jorge Ricardo, reconhece que a escala dos danos tem vindo a crescer. Além dos sanitários do Rossio, refere que o elevador do parque de estacionamento também tem sido alvo de vandalismo.

Sem que os responsáveis tenham sido identificados, o município está a analisar medidas preventivas suplementares, entre as quais a instalação de videovigilância, o reforço da fiscalização e uma possível limitação dos horários de funcionamento. Os sanitários estão atualmente abertos 24 horas por dia, mas a autarquia admite fechá-los durante o período noturno.

Nos últimos anos, o município procedeu à recuperação e modernização de vários sanitários públicos, incluindo os do Rossio, do Largo de São Gonçalo e, mais recentemente, do Arquinho. O investimento total representa várias centenas de milhares de euros.

Danos e vandalismo noutros concelhos do país

Câmaras municipais relataram ao JN os danos mais significativos que tiveram de reparar nos respetivos territórios ao longo dos últimos dois anos.

Góis
O município de Góis assinalou dois episódios de vandalismo no Parque de Lazer do Cerejal, um em 2024 e outro em 2025, com um custo superior a mil euros. Ambos os casos foram comunicados às autoridades.

Armamar
Desde 2024, a Câmara de Armamar contabilizou já oito ocorrências de vandalismo. Destas situações, resultaram quatro processos-crime e quatro participações. Os estragos incluem danos no parque infantil da freguesia de Santiago, em sinais de trânsito em Folgosa, na porta do Mercado Municipal de Armamar e um incêndio num edifício situado na freguesia de São Cosmado.

Vila Real
A Câmara de Vila Real registou quatro ocorrências desde 2024, duas das quais foram participadas às autoridades. O ato de vandalismo ocorrido este ano teve um custo de cerca de 250 euros para o Município, tendo o autor sido identificado, segundo indicou ao JN.

Mogadouro
Em Mogadouro, foram registados atos de vandalismo contra monumentos e bens culturais, em particular no Castelo de Mogadouro. Duas intervenções de limpeza tiveram um custo de mil euros cada uma. O município denuncia também "subidas a muros e paredes de bens culturais imóveis", nomeadamente nas Ruínas da Igreja dos Mouros (Capela de S. Fagundo), em Urrós.

Vizela
Embora não existam registos recentes de atos de vandalismo particularmente relevantes, a Câmara de Vizela informa que dois bustos foram furtados do espaço público e que ocorreram ainda incêndios em contentores do lixo.

Maia
No Município da Maia, verificaram-se 13 casos de vandalismo desde 2024. Quatro dizem respeito a grafitos e outros quatro ao arrombamento de portas de edifícios públicos. Regista-se igualmente um caso de ocupação de um edifício público, bem como danos em monumentos, parques infantis e jardins.

Moita
Em 2025, o concelho da Moita registou atos frequentes de vandalismo no elevador do túnel da Baixa da Banheira, incluindo o corte deliberado de cabos, no Parque José Afonso.

São Pedro do Sul
Em 2024 e 2025, São Pedro do Sul contabilizou três casos de vandalismo indemnizados pela seguradora. Uma dessas ocorrências foi comunicada à GNR. Este ano, verificaram-se já mais três situações, sendo que, em duas delas, a seguradora suportou os prejuízos.

Neste momento

João Miguel Ferreira da Costa

João Miguel Ferreira da Costa é técnico de desenvolvimento local e investigador dedicado ao património, à história e à dinamização comunitária de Vila Boa do Bispo. Com experiência em administração autárquica e projectos culturais, interessa-se pela valorização do território, pelas tradições locais e pela participação cívica da população.

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