O ano está quase a terminar e já é possível dizer que 2024 foi o melhor ano de sempre da Razão Automóvel, ultrapassando as 40 milhões de páginas visualizadas. Ao todo, mais de 7,5 milhões de utilizadores únicos recorreram ao nosso site para se informarem e escolherem o próximo automóvel.
São números que nos deixam muito satisfeitos, reforçam a liderança do nosso título e aumentam a responsabilidade da equipa para fazer ainda melhor em 2025. E é isso que vamos fazer. Porém, este é o momento de olhar para 2024 e perceber o que os dados revelam.
Entre os milhares de artigos e notícias publicados ao longo dos últimos 12 meses, houve cinco assuntos que sobressaíram. Estes foram os temas mais procurados pelos leitores da Razão Automóvel em 2024.
Preço, preço e preço
Habitualmente, são os supercarros que concentram todas as atenções. No entanto, nos bastidores da Razão Automóvel, são os automóveis mais comuns que conquistam a maior parcela da audiência.
Já divulgámos os 10 carros mais vistos na Razão Automóvel em 2024. Agora partilhamos mais um dado: as notícias relacionadas com preços são as que geram maior interesse entre os nossos leitores. Em conjunto com os ensaios, estes conteúdos representam a «fatia de leão» do que é consumido em www.razaoautomovel.com.
É o melhor reconhecimento do nosso trabalho: saber que somos a escolha n.º 1 de quem procura automóvel. Revela também outro aspeto relevante: os leitores valorizam conteúdos diretamente ligados à realidade do mercado nacional. Em 2025, vamos manter esse caminho.
Mobilidade e eletrificação
O automóvel permanece como um dos meios de transporte mais utilizados pelos portugueses. Infelizmente, mais por ausência de alternativas do que por mérito próprio. Segundo a Pordata, circulam atualmente mais de sete milhões de carros em Portugal.
Talvez seja por isso que as notícias sobre alterações na mobilidade despertem tanto interesse. O fim dos motores de combustão em 2035 e a transição para veículos elétricos são dois dos assuntos mais debatidos.
Mais do que em qualquer outro momento, os portugueses acompanham atentamente as decisões que afetam a sua mobilidade e o direito à mobilidade individual.
Este fenómeno já se tinha verificado em 2023, com as mudanças previstas no IUC, que originaram uma das maiores mobilizações da sociedade civil das últimas décadas. Em 2024, voltou a ser evidente: nas eleições europeias, a mobilidade assumiu um papel central.
Indústria e economia
Os europeus estão inquietos com o futuro da indústria automóvel, e os portugueses não fogem à regra. Com uma cobertura noticiosa comparável, as notícias sobre a indústria registaram uma audiência consideravelmente superior em 2024.
A profunda transformação da indústria automóvel europeia - e as suas consequências para a economia - está a deixar os europeus à beira de um ataque de nervos. Estão em causa mais de 13 milhões de postos de trabalho, pelo que é natural que assim seja.
Por essa razão, os anúncios de novas fábricas, os encerramentos de unidades industriais e as mudanças nas lideranças das marcas - como a saída inesperada de Carlos Tavares da Stellantis - merecem, mais do que nunca, atenção.
Um vilão chamado China
Como escrevi antes, 2024 ficará na história como o ano em que as marcas chinesas chegaram definitivamente à Europa. E é provável que tenha sido apenas um ensaio para o que se seguirá nos próximos anos.
A chegada de um novo concorrente provoca sempre instabilidade, mas também curiosidade. Ainda assim, ao longo do ano verificou-se uma alteração na procura de conteúdos relacionados com as marcas chinesas.
No começo do ano, a atenção estava mais centrada no produto, ou seja, nos automóveis. Contudo, à medida que aumentaram as tensões entre a UE e a China, o foco mudou. As tarifas adicionais de importação dominaram as atenções. Sem qualquer dúvida, será um dos temas de 2025.
Portugal importador e exportador
Os portugueses continuam atentos à indústria automóvel nacional e às suas exportações. Todas as notícias sobre a fábrica da Autoeuropa, a fábrica de Mangualde e a indústria automóvel em geral despertaram muito interesse.
Uma das razões para esta relevância crescente está no peso desta atividade. Em 2023, as exportações de componentes automóveis foram responsáveis por 14,6% das exportações nacionais de bens transacionáveis.
Prosseguindo nos números, a Autoeuropa representa, por si só, cerca de 1,4% do PIB. Estes dados confirmam a importância da indústria automóvel nacional. Os portugueses reconhecem-no e continuam atentos.
É expectável que estas cinco tendências nos acompanhem igualmente em 2025. Obrigado por escolherem a Razão Automóvel. Toda a nossa equipa deseja-vos um feliz 2025.






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