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Liceu Francês Charles Lepierre em Lisboa encerra por razões de segurança

Rapaz com mochila parado em frente a portão fechado e sinais de entrada encerrada numa escola.

Liceu Francês Charles Lepierre encerra por razões de segurança

O Liceu Francês Charles Lepierre, em Lisboa, permanece encerrado esta quinta-feira por motivos de segurança, noticia a "SIC Notícias". Segundo o canal, estaria em preparação "um bloqueio" semelhante aos que têm ocorrido em França.

Em declarações à agência Lusa, o Liceu Francês confirmou o encerramento e remeteu quaisquer esclarecimentos adicionais para a Embaixada de França em Lisboa. A representação diplomática afirmou não ter comentários a fazer "de momento".

De acordo com um comunicado consultado pela "SIC Notícias", estudantes do ensino secundário do Liceu Francês estariam a organizar protestos idênticos aos que decorrem em França. Estas ações levaram ao fecho de centenas de escolas e foram marcadas por confrontos com as autoridades. "De forma a garantir a segurança de todos, foi decidido, em articulação com a Embaixada de França em Portugal, adiar o início das aulas de quinta-feira para todos os alunos do estabelecimento", lê-se no comunicado.

Protestos estudantis em França alargam-se

O movimento estudantil começou em 17 de setembro, na região de Paris, exigindo mais recursos para as escolas. Num contexto social tenso, a pouco mais de seis meses das eleições presidenciais, foi-se expandindo progressivamente.

Desde o início da revolta, em meados de setembro, registaram-se em todo o país mais de 600 polícias e agentes da Gendarmaria feridos, pouco mais de 200 estudantes feridos e mais de cinco mil detenções. Foram ainda causados estragos em estabelecimentos de ensino e no mobiliário urbano, já estimados em várias dezenas de milhões de euros.

Na quarta-feira, a mobilização dos alunos do ensino secundário em França começava também a chegar às universidades. Várias instituições foram barricadas em Paris, entre elas a Sorbonne. Os alunos dos liceus - frequentados por jovens entre os 15 e os 18 anos, nos três últimos anos do ensino secundário - denunciam deficientes condições sanitárias nos edifícios, turmas demasiado cheias e falta de professores.

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João Miguel Ferreira da Costa

João Miguel Ferreira da Costa é técnico de desenvolvimento local e investigador dedicado ao património, à história e à dinamização comunitária de Vila Boa do Bispo. Com experiência em administração autárquica e projectos culturais, interessa-se pela valorização do território, pelas tradições locais e pela participação cívica da população.

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