Habitação pública no Porto
O Porto tem de apostar na construção de habitação pública, pela Câmara Municipal, com apoio do Governo ou através do movimento cooperativo. Estas soluções são decisivas para reter população jovem e fortalecer a classe média, condições indispensáveis ao rejuvenescimento da cidade.
Para concretizar este objetivo, devem ser utilizados os espaços municipais e apoiadas as juntas de freguesia e as cooperativas de habitação já existentes na cidade, enquanto promotores capazes de gerar poupança e investimento.
Fixar juventude e renovar o tecido social
Em suma, o Porto precisa de renovar um tecido social envelhecido e de fixar os jovens qualificados formados pelas suas universidades. Precisa também de consolidar emprego e produtividade económica e social que não dependam apenas de um turismo que, em muitos casos, desgasta a personalidade social e cultural da urbe.
Embora tenha um território limitado, a cidade é uma "cabeça de região" e necessita de iniciativa própria nesta área. A perspetiva metropolitana é importante, mas não está orientada para solucionar os problemas do "centro"; pelo contrário, tende a agravá-los em matéria de circulação e transportes.
A proposta governamental de "lei das rendas" não favorece esta política, pois não contribuirá para aumentar a construção pública e criará outras dificuldades que uma política pública municipal adequada poderia evitar.
Cabe às câmaras assumir um papel ativo nesta matéria. A "coroa envolvente da cidade" já dispõe de iniciativas e propostas nesse sentido, e o Porto, sendo a Câmara o maior senhorio da cidade, não pode ignorar esse facto nem a experiência que lhe proporciona na gestão da sua própria habitação.






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